“Quando nasce um monstro”, livro de Sean Taylor

Quando nasce um monstro existem duas possibilidades – ou é um monstro das-florestas-distantes, ou é um monstro debaixo-da-sua-cama.

Se ele é um monstro das-florestas-distantes, acabou-se a história. Mas se ele é um monstro debaixo-da-sua-cama, existem duas possibilidades – ou ele come você, ou vocês ficam amigos e você o leva para a escola.

Se ele come você, acabou-se a história. Mas se você o leva para a escola, existem duas possibilidades – ou… ou…

Lição n° 1: Não dá para enfrentar o medo se não damos a mão para o monstro que vive embaixo da nossa própria cama. Os medos estão aí, e por isto não é possível fazer de conta que eles habitam florestas distantes. Encará-los é a melhor opção.

Lição n° 2: Todas as possibilidades são passíveis de escolha, e toda escolha implica em “matar” uma possibilidade para que a outra se concretize. Se, lá na frente, nos deparamos com uma possibilidade desprezada no passado, ela pode, nesse outro momento, ser a melhor opção. A vida é cheia de voltas!

Lição n° 3: Monstrinhos podem viver felizes para sempre, ter bebê monstro, recomeçando o ciclo da vida. Mas para isto é preciso um monstro e uma monstra, um macho e uma fêmea da mesma espécie, como no caso dos seres humanos – um espermatozoide e um óvulo, sempre!

A vida é feita de ou… ou… – possibilidades que podemos apostar; escolhas que precisamos bancar.

Quando nasce um monstro / Sean Taylor; ilustrações de Nick Sharratt. São Paulo: Moderna (Salamandra), 2009.

Faixa etária sugerida: 5-6 anos (leitura compartilhada) e 7-10 anos (leitura pela criança).

quando nasce um monstro

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Sobre Patrícia L. Paione Grinfeld
Psicóloga (CRP 50829/6) formada pela PUC-SP em 1996. Em 2006, com o primeiro filho, passou a viver integralmente a função de mãe. Em 2008, nasceu sua filha. Em 2009, descobriu a blogosfera, ainda não tão grande como hoje, onde pode juntar a paixão por escrever às reflexões sobre as divertidas, desafiadoras, difíceis, e muitas vezes solitárias, experiências de ser 2x mãe. Cada vez mais encantada pelo mundo materno e infantil, retomou em 2012 a carreira como psicóloga clínica e criou o blog Ninguém cresce sozinho. É técnica do Programa Palavra de Bebê do Instituto Fazendo História e colaboradora do Movimento Infância Livre de Consumismo.

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