Curiosidade infantil X valores familiares: como fica esta equação?

“Dia desses surpreenderam meu filho (6 anos) com o primo (4 anos) assistindo um vídeo na internet. Ele mesmo escreveu na pesquisa: ‘mulé beijando mulé’. Quando foi surpreendido pelos avós, ficou com medo e começou a chorar. Dizia que tinha sido o primo, o que eu não acredito muito. Sou cristã, e dificilmente assisto algum programa. Minha religião é contra o homossexualismo, porém cada um tem sua vida – não sou homofóbica. Quero educar meu filho nos princípios que fui educada. Quero conversar com ele mas  não quero assustá-lo, nem deixá-lo amedrontado, muito pelo contrário. Quero dar a ele a liberdade de se expressar e confiar em mim. Como falar para que meu filho não se sinta culpado pelo que fez?”

A família sempre deve ajudar a criança em suas questões para que ela possa construir sua própria identidade e valores, através de conversa afetiva e acolhedora.  O diálogo sempre deve existir,  mesmo nos momentos onde há uma desordem ou transgressão dos princípios familiares. Se a criança não tiver em casa espaço para este diálogo ela vai procurá-lo em outros lugares.

Independente de quais são os princípios da família, é fundamental explicar para a criança por que duas mulheres ou dois homens se beijam (ou homem e mulher), antes mesmo de expor seu posicionamento em relação ao homossexualismo. Assim, já saciamos grande parte da curiosidade da criança e vamos dando condições para que ela vá construindo sua própria base de julgamento.

Experimentar, ter curiosidade, questionar faz parte do processo de amadurecimento e desenvolvimento infantil. Romper com alguns paradigmas nos quais a família está pautada não significa ir contra eles ou não aceitá-los. Crianças, muitas vezes, infringem regras, conceitos e valores para explorar, testar, conhecer aquilo que ainda precisa ser desvendado e, muitas vezes, compreender o que os adultos dizem e mostram (ou até mesmo omitem) a elas. Sabe aquele “proibido” ou aquilo que é “errado” e “não pode”, que geralmente instiga a curiosidade das pessoas? Pois é, crianças em meio às descobertas e aprendizados precisam de adultos que as orientem e insiram limites, sem julgá-las, reprimi-las ou condená-las – o que nem sempre é fácil para o adulto, especialmente se sua educação foi regada de julgamento, repressão e condenação.

A partir das indagações e experiências, a criança vai construindo seus próprios pensamentos, absorvendo valores e aprendendo a lidar com seus sentimentos. Assim, é capaz de entender o que é “certo” ou “errado” e moldar seu comportamento sem culpa – causador de grande angústia para a criança, uma vez que traz a sensação de que cometeu deslizes.  A culpa faz com que muitas crianças (e adultos também) acreditem que “são” erradas e não apenas que tiveram uma atitude inadequada ou indesejada. Não raro, acabam colocando em cheque o amor que os adultos sentem por ela, sensação bem desconfortável e nada construtiva para ambos.

Se os valores familiares são firmes e coerentes, a criança pode andar entre tantos outros e até mesmo transgredi-los minimamente para que depois volte a sua base inicial, reafirmando valores que lhe foram passados.

Impedir ou recriminar vontades, curiosidades e pensamentos diferentes do que são aceitos dentro de casa é fechar as portas para o diálogo e o aprendizado; é permitir a mentira ou a omissão; é abandonar a criança num mar de incertezas e indefinições. E, o mais prejudicial nisso tudo é a falta de direcionamento que fica a criança, quando é recriminada e/ou julgada sem uma explicação que a oriente.

Retirada das fraldas: entre piratas e princesas

A retirada das fraldas é um grande desafio para muitas famílias e crianças. Em geral, esses desafios começam com perguntas simples, mas de respostas bastante complexas. Qual o melhor momento para iniciar o desfraldamento? Existe um método eficiente? Quanto tempo leva todo o processo? Uma vez retiradas as fraldas, existe chance de a criança voltar atrás? Vale a pena tirar a fralda do dia e da noite concomitantemente? As respostas dependem de cada criança!

Embora existam sinalizadores que indicam que a criança está fisicamente “pronta” para o início dessa aprendizagem (falamos sobre eles, e outras coisitas mais, aqui), seu sucesso está intrinsicamente ligado ao interesse e desejo da criança em ser grande, fazer xixi e cocô como as crianças maiores, o papai e/ou a mamãe. Isto significa que não basta o adulto julgar que é hora de iniciar o treino esfincteriano; é preciso respeitar o tempo da criança, dando-lhe condições de autonomia para o desenvolvimento dessa competência.

O Pirata Pedro e seu penicoA Princesa Polly e seu penico, livros da Editora Salamandra, são bem interessantes para serem lidos antes e durante o processo de retirada das fraldas. Sua grande sacada é que seus personagens são incluídos no processo de desfraldamento de tal forma que a essa aprendizagem transforma-se uma divertida aventura – com direito a escolha, brincadeira, espera, compreensão e comemoração; ou seja, tudo o que é necessário na aquisição de uma nova habilidade.

Ao ofertar o livro do Pirata Pedro para os meninos e da Princesa Polly para as meninas, oferecemos às crianças a possibilidade de identificação sexual, tão importante nessa fase em que as crianças estão percebendo as diferenças sexuais e aprendendo sobre elas.

O Pirata Pedro e a Princesa Polly e seu penico

A Princesa Polly e seu penico / Andrea Pinnington; ilustrações de Melanie Williamson. São Paulo: Salamandra, 2014.

O Pirata Pedro e seu penico / Andrea Pinnington; ilustrações de Melanie Williamson. São Paulo: Salamandra, 2014.

Faixa etária sugerida: a partir dos 18 meses.

Da curiosidade sobre a sexualidade à aprendizagem

Uma leitora nos escreve nos comentários do texto Sexualidade infantil: algumas questões dos pais em relação às crianças: “Leio com frequência alguns artigos do blog, e acho realmente muito bons. Acho que é extremamente necessário abordar estes assuntos com tanta ignorância e falta de informação, por aí, hoje. Trabalho como auxiliar numa escola de educação infantil, em duas turmas de cinco e seis anos de idade. Às vezes saio da escola chateadíssima e muito preocupada com a forma como reprimem os questionamentos das crianças sobre sexualidade dentro da escola. Eu compreendo que muitos pais desinformados ou despreparados, tenham a sua maneira de falar sobre isso com as crianças, ou não. Entendo que cada família educa o filho dentro de casa de uma forma”.

A repressão aos comportamentos sexuais infantis e à própria curiosidade da criança em relação à sexualidade ainda é muito presente tanto na escola como em casa.  Isso se deve geralmente pela falta de informação sobre o desenvolvimento da sexualidade humana e suas manifestações na infância. Marcados pela educação que receberam, pelos valores, conceitos e tabus arraigados, adultos enfrentam dificuldades em lidar com questões que envolvem a sexualidade infantil. Muitos reprimem, negam, inventam historinhas ou “não respondem” por não conseguirem olhar de forma natural para algumas situações vividas pelas crianças.

E continua a leitora: O meu medo particular é de falar algo ou responder a alguma pergunta de uma criança de maneira contraditória à orientação que ela recebeu ou receberá em casa, causando ainda mais confusão na cabecinha dela. Também pelo fato de a postura das professoras das crianças serem de total repressão a perguntas e comentários relacionados à sexualidade, e mesmo inocentes menções a namoro –  e eu não posso contradizê-las. Já presenciei alguns casos em que crianças manifestaram muita curiosidade em relação à homossexualidade e foram cortadas pela professora com uma negação da possibilidade de meninas beijarem meninas, por exemplo. Outro dia uma mãe contou que a filha perguntou como os bebês nascem e ela, desprevenida e despreparada, disse que a “sementinha” vem de um xixi que o papai faz. Isso me doeu, porque mesmo antes de começar a ter contato próximo com crianças eu compreendo que elas devem ter as perguntas respondidas com clareza e sem rodeios, fantasias, eufemismos e conversa fiada que será desmentida daqui a alguns anos”.

As contradições e incoerências dos adultos (seja na escola ou em casa, entre o próprio casal/pais) acabam respingando e sendo vivenciadas pelas crianças. Lidar com os paradoxos da vida não é nada fácil, principalmente para uma criança que busca uma resposta para o que vê, escuta e presencia. O olhar afetuoso de um adulto frente às inquietações infantis são de extrema importância para a formação da criança, inclusive sexual (pois esta se inicia na infância). Sem esta atenção, os impactos frente à ambiguidade enfrentada surgem e podem causar insegurança, incertezas, quebra de confiabilidade dentre outros sentimentos que marcam a relação da criança consigo própria, com as pessoas que a cercam e o mundo.

Assim, partimos do pressuposto de que toda resposta dada às crianças deve ser verdadeira, sem preconceitos e baseada em dados científicos, sempre de acordo com o que cada faixa etária pode e é capaz de compreender.

Se a postura da escola é divergente da postura da família, é necessário um espaço para o diálogo: conversas, orientações, exemplos, reuniões, rodas de bate papo, entre outras intervenções, são necessárias para esclarecer fatos e alinhar as condutas de todas as partes envolvidas. É função da escola orientar a criança e sua família; para isso, ela deve ter um projeto de orientação sexual coerente, sedimentado e acordado pelas famílias, tendo todo seu corpo docente preparado para sua realização. O que vale na orientação para os pais, deve valer ao educador que lida diretamente com a criança!

E aqui é o ponto central e valioso colocado pela leitora: “Tenho uma preocupação muito grande caso elas façam perguntas diretamente a mim, porque essas e outras situações já deixaram muito claro que a minha opinião e, convenhamos, a forma adequada e orientar crianças, difere muito do método repressivo das professoras e, infelizmente, pelo que vejo, de muitos pais. Não sei o que fazer pelas crianças, sendo apenas a auxiliar. Quer dizer, existe algo que eu possa fazer? Eu acho que essa idade é maravilhosa, em que a criatividade, curiosidade, inteligência, interesses e tendências das crianças estão crescendo e explodindo, e que isso não deve, em hipótese alguma, ser reprimido. Acho que a escola é um ambiente tão perfeito pra que todas elas exponham seus interesses e debatam mesmo tão novinhas, até mesmo entre si, conheçam as opiniões dos outros, as vontades dos outros e acho que isso devia ser feito, sabe? Sem que as professoras deem uma palavra final sobre o tema levantado, mas pra que elas conheçam a si mesmas e conheçam sobre as coisas que lhes interessam. Infelizmente os pais estão muito fechados e ainda querem deixar seus filhos em redomas blindadas pra tudo o que vem de fora, de novo e que pode fugir dos padrões que eles mesmos adotaram pra criança…”

Sem dúvida a escola é um campo extremamente fértil para a criança aprender, conhecer, tirar dúvidas e fazer descobertas. Por isso, todas as perguntas e vivências, inclusive relativas à sexualidade, não devem ser ignoradas. É preciso entender de onde elas veem e o que realmente a criança quer saber/conhecer, para que em seguida se faça a orientação necessária.

A sexualidade é a energia de vida e está presente não apenas no corpo, mas em tudo que nos alimenta e movimenta em direção ao aprendizado cognitivo, afetivo e social. Por isso, quando respondemos as dúvidas das crianças sobre a sexualidade humana estreitamos o vínculo que temos com ela, estabelecemos uma relação de confiança, a autorizamos/incentivamos a continuar perguntando e, portanto, levantando hipóteses e construindo pensamentos. É esse interesse genuíno em querer saber e conhecer, seguido de respostas verdadeiras, que move a criança a outros aprendizados.

Assim, como bem disse nossa leitora, a curiosidade é a chave para o desenvolvimento infantil e a aprendizagem. Além das perguntas suscitadas pela curiosidade e relacionamento com o mundo, o conhecimento e aprendizado vêm através do lúdico, jogos e brincadeiras. Crianças criam, testam e vivenciam conceitos e valores através do brincar, da imaginação, do faz de conta. Com o corpo, elas aprendem sobre si e sobre o outro; aprendem o que é prazer/desprazer, para que possam, em seguida, se relacionar e interagir com as pessoas que a cercam. Crianças, ao explorarem o mundo, perguntam e buscam respostas, seja através da fala ou do brincar. Impedi-las de fazer isso é violar seu desenvolvimento natural e saudável.

Do que seu filho tem medo?

Existem coisas que chamamos de medo, mas é outra coisa.

Existem medos que chamamos de outra coisa, mas é medo.

Existem medos, medinhos e medões.

Às vezes o medo é do desconhecido.

Outras vezes, é o conhecido que causa medo.

Medo é um amontodado de sentimentos inominados. Por isso, cada medo vem acompanhado de angústia que faz gente grande e pequena chorar, gritar, tremer, paralisar, perder o sono, querer colo, um abraço ou apenas a segurança de que nada de mal acontecerá.

Na infância, muitos medos são representados por figuras que devoram, engolem, colocam fim à possibilidade de existir. Por isso os monstros, o lobo mau, os dragões, fantasmas e bichos papões são tão assustadores e aterrorizadores. Eles representam angústias relacionadas à separação e perdas.

O melhor jeito de vencer o medo é brincar com ele, falar sobre ele. Não de uma maneira corretiva ou punitiva, como se o medo fosse uma grande besteira. Para quem sente medo, ele não apenas é real como tem proporções gigantescas!

medo do bicho papão

Para falar dos medos cotidianos, gosto do que a mãe de uma menina com 4 para 5 anos fez com sua filha que acordava todas as noites dizendo que tinha um lobo mau em seu quarto. Na primeira, segunda e terceira vez a mãe respondeu que não havia lobo mau algum e que a menina podia voltar a dormir. A pequena bem que tentava, mas logo voltava até o quarto da mãe para dizer que o lobo continuava amedrontando-a.

Então, a mãe decidiu perguntar onde o lobo estava. A menina apontou para a parede colada a sua cama, e a mãe, no meio da madrugada, deu uma bronca enorme no tal do lobo, dizendo para que ele fosse embora e deixasse sua filha dormir. A menina se tranquilizou e voltou a dormir. Cada vez que o lobo “aparecia” a mãe repetia a mesma fala. Aos poucos, o lobo foi visitando-a cada vez menos, até que ele “desapareceu” da vida da menina.

Este é um exemplo de intervenção bastante simples, que costuma funcionar com as crianças pequenas porque valida seu temor ao mesmo tempo em que acolhe sua angústia.

Em Leiturinhas, encontramos algumas ideias que inspiram diálogos como o dessa mãe com a filha e o lobo. Vale muito a pena conferir!

Bicho papão não é um bicho de sete cabeças se brincarmos com ele!

bicho papinho

Aqui você encontra dicas de livros infantis que falam sobre medos.

Birra dos 2 anos: uma oportunidade de aprendizagem para pais e filhos

Uma mãe nos pergunta: “Gostaria de saber como intervir nas birras  e auxiliar a criança quando ela está com 2 anos de idade”.

Do ponto de vista psíquico, um bebê nasce fundido à sua mãe, como se ele e o ambiente fossem uma coisa só. Durante seu desenvolvimento, sua principal tarefa consiste em diferenciar-se deste ambiente (primeiramente a mãe; depois a família e seu meio social) para alcançar autonomia e independência.

Aos 2 anos, a criança, em geral, já se reconhece como um ser não mais fusionado e totalmente dependente de seu meio. Ela diz “eu” (ao invés de o nenê ou o João, para se referir a ela) e “é meu” (para defender o que deseja ou é sua propriedade). Em meio a esse reconhecimento de si mesma e do outro, a criança vai se posicionando no mundo, integrando suas experiências e construindo sua própria identidade. Consequentemente, ela se expressa de forma mais ativa para satisfazer-se e afirmar para si e para o mundo o que é importante para ela.

Nesse esforço de diferenciação e validação de seus próprios desejos e pensamentos, nem sempre a criança consegue comunicar com clareza o que ela está vivenciando. Ela chora, grita, faz escândalo, se joga no chão, esperneia, agride, entre outros comportamentos, como forma de explicitar o que quer, sente, pensa e vivencia com ela mesma e nas relações com as pessoas à sua volta.

Como as crianças aos 2 anos não conseguem transformar claramente em palavras o que querem, sentem, pensam e vivenciam (esse é um processo bastante complexo, que implica em articulações que vão além de um vasto vocabulário), as birras se tornam comum diante da dificuldade verbal e de compreensão do que está sendo solicitado, sentido, desejado e pensado. Muitas vezes, temos a sensação de que as birras surgem “do nada”, sem motivo aparente ou por um motivo que para muitos olhos não têm razão de existir. Outras vezes, elas são vistas como um querer fora de hora ou uma chatice desnecessária. Isso, porque elas podem decorrer de pensamentos e/ou sentimentos não verbalizados pela criança e/ou compreendidos, ou mesmo ouvidos, pelos adultos.

Com as birras, as crianças comunicam seu desconforto. Portanto, elas também são uma maneira encontrada pela criança de solicitar atenção e cuidado, de demonstrar que uma necessidade física não está sendo atendida (como sono, fome e dor), de expressar sentimentos como estresse (excesso de estímulo), tédio, angústia, insegurança, medo, entre outros.

As birras infantis, além de serem uma forma de comunicação, são um “teste de poder” por parte das crianças. Na medida em que seu “eu” vai se manifestando e as experimentações se ampliam, é natural que a criança experimente até onde ela e quem está ao seu redor pode ir. Ao mesmo tempo, crianças tentam compreender os limites (os delas e os que lhe são impostos) e, ainda, questionar aquilo que não vem delas. Com isso, um “não” diante de seus desejos, ou um pedido ou regra vinda de fora podem se tornar bem desagradáveis a elas. Vamos lembrar que nesta idade as crianças demonstram seus desejos na espera de conquistá-los, mas precisam aprender a lidar com a frustração quando o que almejam não é alcançado. Sendo assim, as birras são também uma oportunidade de ensinar a criança sobre os limites que a vida impõe.

Algumas crianças são mais insistentes e resistentes, fazendo birras constantes; outras manifestam tais comportamentos de forma mais amena. Por que será? O que as crianças querem nos dizer quando esperneiam, não escutam (ou fingem não ouvir) e batem de frente com o adulto?

Estas questões nos fazem pensar sobre as relações entre crianças e adultos, principalmente seus cuidadores. Relações mais permissivas, mais agressivas ou rígidas; relações sem afeto, sem limites claros e definidos (ou ambíguos); relações de manipulação, marcadas pela indisponibilidade de cuidado e atenção, ou ordens/regras rígidas e em excesso, são alvo de desentendimentos e birras infantis (e aqui incluo os adultos, que podem se comportar de maneira birrenta também). Crianças que não são atendidas em suas necessidades físicas e emocionais são mais propensas às birras.

Então fica a pergunta final: Será que algumas birras não são um pedido de ajuda da criança? Apesar de ser um momento que comumente nos afastamos dos pequenos, as birras são um convite ou uma convocação da criança para que os adultos possam ajudá-la a reconhecer e entender o que ela vivencia e experimenta em seu mundo complexo e com tantas descobertas. Crianças nesta idade precisam ser contidas pelo adulto, pois não conseguem ainda se acalmar sozinhas, principalmente quando estão diante de uma tempestade de emoções que ainda não entendem.

Cabe ao adulto tentar nomear o que se passa com a criança para que ela possa aprender a reconhecer o que sente, validar o que pensa, entender o que pode, e assim encontrar outras maneiras de se expressar.

A birra pode ser um momento de compreender o que a criança solicita e de ensiná-la sobre o que é possível ou não dentro do seu desejo. Que tal parar, ouvir e conversar para que estas birras não se estendam?!

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