Sexualidade infantil: algumas questões dos pais em relação às crianças

Observo com certa frequência pais que interpretam as atitudes e questionamentos da criança sobre sua própria sexualidade ou a sexualidade humana com base nas experiências sexuais de uma vida adulta. Como resultado, acabam rotulando negativamente o que é vivido e questionado pelas crianças, como se elas não tivessem direito à curiosidade ou sexualidade. Assim, silenciam, negam, reprimem e, até mesmo, inibem ou condenam situações em que a criança expressa sua curiosidade natural de explorar e conhecer a si e ao mundo que a cerca.

Esta tendência de tratar a sexualidade como “assunto impróprio para menores” revela certo desconforto que o tema desperta nos adultos – e não nas crianças. São inquietações que aparecem nas atitudes do adulto diante da criança e refletem as dificuldades e incômodos muitas vezes relacionados às suas próprias experiências tidas na infância e na educação que receberam. É fato que as crianças são mais livres de pudor, vergonha e culpa e, por isso, são mais questionadoras e desinibidas do que os adultos/pais. Lidar com esta inocência e curiosidade própria do infantil nem sempre é tarefa fácil. Movidas pelas descobertas que o mundo lhe proporciona, as crianças não hesitam em querer conhecer e explorar a si e a tudo que está a sua volta.

A simplicidade com que as crianças se colocam no mundo muitas vezes assusta os pais e os pegam de surpresa em situações que podem se tornar, para eles, embaraçosa.

Em uma sessão de psicoterapia, uma mãe, aflita, me narra: “Minha filha [5 anos] me questionou sobre como os médicos tiravam os bebês da barriga. Perguntou-me por que a grávida tinha que ir ao hospital e como o médico fazia para tirar o nenê de lá de dentro. Eu disse que era com um instrumento que só eles usavam para cortar a barriga. Então,  ela me perguntou se doía e eu afirmei que não, ficando aliviada por a conversa parar por ali, pois não saberia como dizer sobre a outra forma que os bebês nascem – parto normal – como foi o caso dela.”

Uma leitora do blog pergunta: “Será que vocês poderiam me indicar algum artigo que fale como podemos conversar com filho (no meu caso 9 anos) sobre como se faz um filho? Esse é um assunto muito difícil pra mim, rezava para que não chegasse esse momento. Além de outros medos, tenho receio de incitar a curiosidade dele pelo sexo se não souber falar de uma forma que o satisfaça. Aguardo resposta, pois disse a ele que iríamos conversar assim que eu pudesse, e que não demoraria”.

Essas duas situações nos faz pensar sobre a forma como pais devem abordar junto às crianças as perguntas feitas por elas. Muitas vezes a curiosidade colocam os pais em dúvida, principalmente em relação à abordagem para tal conversa. O desejo deles é que haja uma “fórmula mágica” que aquiete a curiosidade das crianças e o desconforto deles próprios.  Além das perguntas, algumas das manifestações exploratórias da sexualidade vivida pela criança costumam causar incômodo maior ainda. O questionamento vivido pelos adultos torna-se constante: “Será que é natural ou ‘normal’?”; “Deixo ou não ele fazer isso?”; “Como abordar junto à criança estas situação vividas por ela?”. E mais ainda: “Quais as consequências destas manifestações para a criança?”.

Algumas questões e preocupações emergem e os pais desejam acertar em sua conduta para que os filhos não fiquem expostos ou vulneráveis às situações de risco, sem falar na precocidade. Por isso, é comum os pais perguntarem sobre como lidar com as questões sexuais sem serem excessivos ou omissos nas informações transmitidas e condutas junto a crianças. O medo e a angústia oculta nesse pedido de orientação vêm frente ao receio de deixar a criança “traumatizada” – experiência ruim para ela –  e sem orientação adequada.

A narrativa de uma mãe demostra bem esta situação: “Tenho um filho de 5 anos, que brinca muito com as duas irmãs de 5 e 8 anos. Esta semana encontramos ele mostrando ‘o sexo’ à menina de 5 anos, e ela despindo-se também pra mostrar o seu. É normal? Eu disse que não se mostra a ninguém, nem se deixa tocar, somente o pai e a mãe é que podem ver, mais nenhum adulto. Tento levar as coisas com naturalidade, para não criar tabu, mas já fez novamente. O que posso fazer?” E aqui fica minha pergunta: por que a criança não deveria fazer novamente? A orientação está adequada: pais devem ensinar aos filhos sobre a importância da privacidade e do respeito ao próprio corpo e ao do outro.  Mas a curiosidade e descobertas continuam sendo vividas pela criança!

O que podemos dizer é que, a medida entre a omissão e o excesso é construída com o diálogo. Quando as crianças perguntam aos pais, é porque já criaram alguma fantasia sobre o assunto; com a pergunta, querem confirmar suas hipóteses ou simplesmente entender como as coisas acontecem. Falar sobre sexualidade é falar sobre vida desde sua origem até as experiências que ao longo dela presenciamos e vivemos. Quando omitimos ou não falamos com as crianças, estas ficam sujeitas à desinformação (que pode ser buscada em fontes não confiáveis) e as fantasias continuam sendo alimentadas por elas. Portanto, apesar do medo e de algumas angústias que determinados assuntos provocam, o mais valioso entre pais e filhos é o diálogo franco e simples. Quando a conversa é muito difícil, esta pode ser mediada com ajuda de um livro.

É certo que não há receita pronta para pais enfrentarem este momento onde a curiosidade pela sexualidade surge. Mas alguns cuidados são importantes e podem ajudar os pais a encarar de forma mais tranquila as situações que enfrentam ou enfrentarão:

 - Nós adultos compartilhamos uma sexualidade mais complexa do que a que é vivida pela criança, Portanto, sempre que uma criança nos faz uma pergunta sobre a sexualidade ou manifesta algum comportamento sexual, devemos procurar entender o que está por trás da pergunta ou do comportamento manifesto a partir do ponto de vista da criança (e não do adulto), escutando-a sem pré-conceitos ou julgamentos.

- Não proibir (exceto em situação de abuso, violência ou agressão física e emocional provocadas por determinadas situações a que a criança pode estar exposta) comportamentos ou questionamentos feitos pela criança. Quando inibimos a criança em suas manifestações, os pais perdem a oportunidade de ensinar a criança maneiras apropriadas de lidar com sua curiosidade e sexualidade. Ao encerrar a situação, impedimos a criança de explorar e se desenvolver. Quando pais impossibilitam a criança de vivenciar sua sexualidade, estes emitem respostas de negação a uma expressão que é inerente ao humano. Crianças podem se sentir tolhidas, culpadas ou inapropriadas, trazendo consequências para seu desenvolvimento presente e futuro.

- É importante acolher a experimentação da criança, conversando com ela sobre suas atitudes e descobertas, compreendendo e dando sentido ao que está sendo vivenciado. Quando damos às crianças este espaço, criamos um vínculo de confiança essencial na relação pais e filhos. Assim, elas podem questionar mais e mais e entender que podem confiar em seus pais para ajudá-las a se desenvolver. E vale lembrar: acolher não significa permitir e sim orientar.

- Construir as respostas junto com a criança, sem antecipar assuntos e explicações que ela ainda não é capaz de assimilar. Pais devem se posicionar com delicadeza e respeito diante da criança, respondendo as suas inquietações pontualmente, com linguagem adequada e no tempo solicitado pela criança.

Crianças querem entender os acontecimentos da vida. Estão e são curiosas, o que as faz perguntarem até obterem uma resposta que lhe faça sentido naquele momento. Assim, vão assimilando um mundo mais complexo e interagindo com ambiente e pessoas. Dentre todas as perguntas, as referentes à sexualidade não deixam de existir, já que esta faz parte da vida de todos nós desde a tenra idade.

Quando uma questão provoca incômodo nos pais e estes conseguem se perguntar que incômodo é esse, ganham pais e filhos. As inquietações das crianças inquietam aqueles que as educam. Que bom! Elas servem como guia de conduta e orientação na educação das crianças.

2 anos do Ninguém cresce sozinho!

aniversário 2 anos NCS

Enxoval do bebê: o que as listas prontas não contam

O enxoval do bebê é um capítulo grande na vida de quase todas as gestantes. Além de atender materialmente as necessidades do bebezinho que está por vir, ele envolve sonhos, desejos e expectativas que nutrem a importante função de imaginar o bebê que se espera, seu lugar na família e no mundo. Através de sua execução, o bebê se torna mais presente e real na vida dos que o aguardam, o que contribui tanto para o processo de subjetivação do bebê quanto para a construção dos novos papeis daqueles que estabelecem com ele algum laço afetivo, em especial sua mãe e seu pai.

Se por um lado o ritual de preparação para a chegada do bebê propicia a vinculação, por outro, não podemos ignorar os atravessamentos familiares e sociais na relação com o novo serzinho. Do ponto de vista familiar, o enxoval é desenhado pelas histórias e tradições de cada família, seus anseios, receios, crenças e valores. Do ponto de vista social, ele reproduz um sistema marcado pelo excesso e pelo imediato, tanto em sua forma – hoje é possível encontrar em um só lugar tudo o que o bebê “precisa” para os vários momentos de sua vida – como em seu conteúdo. Basta observar as listas de enxoval para bebês para ver o quanto elas são entupidas de necessidades desnecessárias, que podem tornar-se desnecessidades necessárias conforme a demanda do bebê, da dupla mãe-bebê e da família.

A ideia de tudo vai de encontro com a fantasia de totalidade, de ausência de falta, presente em todos os humanos, mas potencialmente aguçada nas gestantes, que vivem, mesmo que em nível inconsciente, a fantasia da completude. Materializada no discurso de que “é preciso dar o melhor para o filho” ou de que “é melhor errar para mais do que para menos”, nosso contemporâneo não dá chances para primeiramente saber quem é este bebê e o que ele, a dupla mãe-bebê e a família realmente precisam. O tempo da espera e da descoberta é abolido em detrimento do tempo do ter e da prontidão, que preenche a angústia de aguardar e decodificar.

Nesse equivocado conceito de que boa mãe ou pai são aqueles que não deixam faltar nada para o filho, acaba prevalecendo um modelo de relação onde há pouco espaço para as frustrações e o imprevisto – a primeira, necessária para qualquer crescimento e, o segundo, inerente à vida.

Não é tarefa fácil distinguir o imprescindível do necessário, o necessário do desejo, o desejo do excesso, o eu do outro, ainda mais quando se trata de um bebê e sua mãe (ou cuidador). Quem precisa o quê? Por quê?

Tomemos como exemplo a babá eletrônica. Item presente na maioria das listas de enxoval, ela vende a ideia de que a atenção ao bebê jamais será perdida, já que é possível ouvi-lo (e em alguns modelos, vê-lo) dentro de uma determinada distância. De fato, a atenção ao bebê é imprescindível. Mas será que é necessário um aparelho que amplifique o choro do bebê, especialmente em imóveis pequenos, que permitem que os sons sejam ouvidos de qualquer ambiente do lar? Qual é o desejo que está em jogo?

Aqui entra em questão a necessidade do bebê de ser atendido versus as parafernálias que vão ocupando precocemente e de maneira nada consciente o lugar da relação. Na medida em que um objeto desnecessário intermedia a relação de cuidados para com o bebê, corre-se o risco de a mãe (ou cuidador) não aprimorar sua capacidade de observação diante das manifestações do bebê. Assim, o que deveria aproximar a dupla acaba, no decorrer do caminho, prejudicando a tão importante sintonia mãe-filho.

Em algumas situações, o objeto desnecessário pode minimizar a angústia materna de, por exemplo, estar separada do filho. Porém, sem entender o que gera essa angústia, o objeto torna-se um paliativo e a situação certamente se repetirá diante de outras vivências de separação.

Do mesmo modo em que há objetos que atravancam as relações, há aqueles que aparentemente promovem o desenvolvimento do bebê. São exemplos clássicos as cadeirinhas com ou sem vibrador, com ou sem brinquedinhos pendurados, cujo apelo é acalmar e/ou estimular os bebês (duas funções que por si só podem ser contraditórias – a estimulação excita e não tranquiliza). Para se desenvolver, o bebê precisa da presença humana e de um espaço que favoreça a livre exploração. Muitos se entretêm brincando com o próprio corpo. Por isso, mais uma vez a mesma pergunta: Quem precisa o quê? Por quê?

As listas de enxovais para bebês não levam em conta que cada bebê, dupla mãe-bebê ou família apresenta uma necessidade que lhe é única. Por mais que possam ser personalizadas (os baby planners e mommy’s concierges estão crescendo como mais um serviço para as futuras mamães – há de se pensar, inclusive, se esta não é uma antecipação dos cuidados terceirizados), elas priorizam o ter em detrimento do estar/ser, o tudo em lugar do suficiente, a garantia ao invés das incertezas e das descobertas, os objetos e não a relação.

Um bom enxoval deve ter o essencial para garantir o conforto e a segurança do bebê e de quem a ele dedica seus cuidados. Ele precisa, desde cedo, ter itens que favoreçam o bebê descobrir a si e ao mundo da maneira mais livre e espontânea possível. Acima de tudo, num contexto em que muitos produtos e serviços são tidos como essenciais, o enxoval do bebê precisa ser consciente e sustentável: consciente no sentido de buscar entender a necessidade de cada item contido nele, e; sustentável no que se refere à sustentação do vínculo, portanto, da conexão mãe-bebê, primordial para o desenvolvimento saudável do bebê.

Assim, por mais tentador que seja entrar numa loja de produtos para bebês, é preciso parar e pensar, pois não é apenas o bolso que está em questão, mas as relações que o entorno do bebê estabelece com ele e, mais tarde ele estabelece consigo e com o mundo.

Cuidar e zelar pela criança não é privá-la da vida e de seus ensinamentos

Nos dias de hoje, com tanta violência, maldade e insegurança a que estamos expostos, muitos pais e adultos tendem a superproteger as crianças, esquecendo-se que ensiná-las a caminhar pela vida é a melhor forma de ampará-las.

Embora possamos evitar que as crianças vivenciem muitos percalços e agressões, nem sempre estes são controláveis dentro e fora de casa. Como diz Itamar Assumpção, na música Mal Menor, “basta estar vivo pra correr perigo”!

Além dos “perigos” incontroláveis da vida, há outros fatores que contribuem ainda mais para a superproteção dos pais perante a criança. É o caso dos relacionamentos marcados pela dificuldade que alguns pais apresentam em deixar seus filhos crescerem. Uma superproteção que, por mais que seja atribuída ao social, está diretamente relacionada a conteúdos pessoais de cada pai e cada mãe. Um exemplo clássico é colocar na violência urbana uma barreira que impede a criança em circular em determinados grupos ou locais, quando, na realidade, o que existe é um temor pessoal em relação ao mundo exterior. O texto O quanto o medo das crianças é o medo dos pais deixa claro o quanto os pais buscam proteger seus filhos daquilo que eles mesmos têm receio, por exemplo, do bullying, dos abusos domésticos, das separações e perdas em geral, dos desastres naturais e outros tipos de violência, sejam elas físicas ou emocionais.

Pais ansiosos, que tentam dar conta da educação dos filhos, sem errar, buscam sempre seu melhor e desejam poupá-los daquilo que consideram “perigoso”.  São pais que cuidam muito bem de seus filhos, mas que podem impedir o desenvolvimento natural das crianças e, inclusive, de suas capacidades em potência. Pais donos de uma única verdade, que sabem o que é melhor para seus filhos, lutam incessantemente para chegar ao seu próprio objetivo e realizarem seus sonhos, impedindo os filhos de ganharem independência, se tornarem autoconfiantes e perseverantes em busca de sua própria identidade.

O vínculo de dependência – marcado pelo medo e necessidade de controle e/ou poder – que alguns pais têm com os filhos, muitas vezes, justificam um zelo que, quando invade o espaço do indivíduo em desenvolvimento, torna-se prejudicial para ambos.

Mas, quais os impactos que isso pode ter para a criança?

Podem se tornar inseguras, com baixa autoestima, intolerantes a erros e ainda, severos e rudes demais com a vida e pessoas. Sentimentos de fracasso e frustração tornam-se frequentes e, por isso, podem se tornar pessoas de pouca iniciativa diante das dificuldades, acomodadas e irresponsáveis, com medo de enfrentar a vida e seus obstáculos, apresentando inúmeros mecanismos de fuga da realidade. Além disso, podem não lidar bem com os limites e, muitas vezes, por não terem sua própria identidade, e consequentemente valores próprios, tornam-se influenciáveis, deixando de lado suas necessidades, vontades e conquistas.

Estes são alguns comportamentos que se manifestam quando não há o reconhecimento da identidade (mesmo que em formação) e das necessidades da criança, algo que é  essencial para que ela possa se sentir segura de si mesma diante da vida.

Crianças precisam se assegurar que há alguém a quem estão vinculadas e às quais podem confiar;  que seus pais confiam nela e em suas capacidades, principalmente de superação, e; que estes mesmos adultos incentivam sua autonomia, respeitam e aceitam seus erros, diferenças e divergências que podem existir ao longo do caminho.

Assim se caracteriza a interdependência que propicia à criança e aos pais experimentar, testar, errar e, por consequência, permitir à criança se tornar um sujeito autônomo.

Dúvidas sobre o desmame

Por Beatriz Basile de Castro Kesselring *

Eu ainda amamento minha filha de 1 ano e 10 meses. Há um mês mais ou menos, venho dando mamá antes dela dormir e recusando dar-lhe durante a noite, mas durante o dia ela pede e quando começa a mamar, vai de uma mama para a outra e não quer parar de mamar. Estou pensando em desmamá-la, sem acrescentar mamadeiras ou chupetas (que não ofereci até o momento, não tomamos leite de vaca em casa), pois acredito em não trocar um peito por “outro”, mas no desmame mesmo.

Ela está no processo de retirada de fralda há um tempo também; com isso está tudo bem, mas me preocupa ela dar uma regredida quando começarmos o desmame para valer.

Eu gostaria de fazer isso da melhor forma possível, sem traumas, mas sei que não será fácil para ela que passará por isso ou para mim, que a verá sofrendo por conta disso. Eu gostaria de uma orientação de como proceder da melhor forma possível… Há uma?

Em primeiro lugar, parabéns por estar amamentando há quase dois anos! Durante este período, você ofereceu à sua filha, além de um alimento perfeito, proteção imunológica e os benefícios do contato íntimo, do colo e da proximidade. Mas, quando chega a hora de desmamar, mesmo que esta seja pensada, repensada e finalmente decidida pela mãe, o bebê percebe como um momento de ruptura e separação.

Muitas vezes, o desmame acontece juntamente com a retirada das fraldas. E, para os bebês, duas mudanças importantes no ritmo da vida, talvez seja muita coisa.

Se vocês optaram em não oferecer chupeta ou mamadeira (o que é bom!), qual será o substituto para o “aconchego” do peito? Mais colo, o “paninho” que ela gosta de ter por perto ou dedicarem mais tempo para contarem a história preferida dela, antes de dormir?

Procurem fazer esta transição aos poucos, sem pressa. Falem a ela, num momento em que ela estiver tranquila, que o amor de vocês está garantido, só o leitinho do peito não terá mais.

* Beatriz Basile de Castro Kesselring é graduada em Enfermagem (PUC Campinas), especialista em Enfermagem Obstétrica e Obstetrícia Social  (Unifesp),  em Saúde Pública (USP) e consultora em amamentação. Mestre pela Escola de Enfermagem da USP. Idealizadora do Núcleo Cuidar.

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